Vigilante morto por militar bêbado em Campo Grande
O corpo da vítima será encaminhado para o estado de Mato Grosso, onde será velado no site da família
Miriam Rosa Matos, de 44 anos, morta em um acidente na manhã deste sábado (20), na Rua Maracaju, chegou a Campo Grande há cerca de 20 anos em busca de uma nova vida. Na Capital, um vigilante morava sozinho e levava uma “vida sossegada”, segundo o primo, Marcelo Simões Martins, de 49 anos, em entrevista ao Notícias Campo Grande. Ela será velada em Mato Grosso, no sítio da mãe.
Miriam Rosa Matos, de 44 anos, morreu em acidente na Rua Maracaju, em Campo Grande, na manhã deste sábado (20). Segundo o primo, ela era trabalhadora e levava uma vida tranquila. O militar Victor Vicentin Rocha, de 22 anos, conduziuia um caminhonete com latas de cerveja e conhaque e teve bafômetro positivo de 0,42 mg/L. O corpo será velado no interior de Mato Grosso.
Segundo Marcelo, Miriam chegou a Campo Grande em 2005 com o objetivo de trabalhar, enquanto a mãe morava no interior de Mato Grosso. Na Capital, ela não tinha parentes de primeiro grau e costumava se reunir com a família no fim do ano, na casa da avó.
“Ela morava sozinha em uma kitnet aqui na Capital, não era casada e tinha uma vida bem tranquila. Nunca teve problema com bebida nem saía muito. A vida dela era bem sossegada”, contou o primo.
Ainda segundo ele, Miriam seguiu para o trabalho no momento em que foi atingida por Victor Vicentin Rocha, de 22 anos, na manhã deste sábado. “Nós queremos justiça. A Miriam era uma mulher trabalhadora. Ele não deveria estar bebendo, muito menos direção”, disse Marcelo.
A irmã de Miriam está vindo para Campo Grande para realizar os trâmites burocráticos do traslado do corpo para o Mato Grosso.
Acidente – O militar do Exército, Victor Vicentin Rocha, teria se envolvido em uma outra questão antes de atingir a motocicleta que Miriam conduzia, na Rua Maracaju. Ela seguiu pelo Padre João Crippa o caminho do trabalho quando foi atingida. Com o impacto, o corpo da vítima foi arremessado a cerca de 50 metros do local do acidente.
Após uma batida, Victor foi encaminhado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Coronel Antonino, onde ocorrem por cerca de quatro horas atendimento médico. No caminhonete Chevrolet S10 que ele conduzia, foram encontradas latas de cerveja e uma garrafa de conhaque quase vazias.
Na delegacia, após receber alta médica, Victor realizou o teste do bafômetro, que apontou 0,42 mg/L de ar alveolar.

