Operação prende médicos por fraude de R$ 6,5 mi em cirurgias
5 mins read

Operação prende médicos por fraude de R$ 6,5 mi em cirurgias

O Grupo ainda inclui mais dois especialistas, uma advogada e um policial aposentado

Médico investigado por fraude na saúde tinha R$ 222 mil em “dinheiro vivo”
Opreação apreendeu R$ 222.050,00 em espécie na casa de médico. (Foto: Divulgação/PCMS)

A Operação “Neuro Complexus”, deflagrada nesta terça-feira (dia 16) pela Deccor (Delegacia Especializada de Combate à Corrupção), apreendeu R$ 222.050,00 em espécie na residência de um dos médicos investigados. Os nomes dos alvos não foram divulgados.

A Operação Neuro Complexus, deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apreendeu R$ 222 mil em espécie e apura um esquema de desvio de R$ 6,5 milhões via fraudes em neurocirurgias judicializadas, envolvendo três médicos, uma advogada e um policial civil recuperado. O grupo superfaturava orçamentos de até 70% e realizava ações judiciais para bloqueio verbal público. Foram cumpridos 12 mandatos de busca e apreensão.

De acordo com o delegado Alexandro Mendes de Araújo, titular da Deccor, o grupo suspeito de desviar R$ 6,5 milhões com as fraudes na judicialização das neurocirurgias é dividido em três núcleos: médico, jurídico e interlocutor.

O primeiro núcleo envolve três médicos especialistas em neurocirurgias, procedimentos de alta complexidade. Eles atuaram na elaboração de orçamentos, realização dos procedimentos e captação de recursos públicos. Contudo, os valores apresentados por esses profissionais eram até 70% maiores do que os praticados por outros médicos.

No núcleo jurídico, foi constatado que, a partir de 2022, ao menos 40 ações foram apresentadas pela mesma advogada com pedidos de bloqueio de verbas públicas na Justiça para a realização de neurocirurgias consideradas urgentes.

A ponte entre os médicos e a advogada ficou na carga de um policial civil aposentado. Ele já foi lotado na PGE (Procuradoria-Geral do Estado). Um dos médicos investigados tem consultório/escritório no Condomínio The Place, localizado na Avenida Afonso Pena, Bairro Santa Fé, em Campo Grande.

Esquema – Os pacientes entraram com as ações contra o Estado diante da necessidade de fazer uma neurocirurgia. A partir daí, a expressão criminosa se articulava para fraudar os cofres públicos.

Os médicos suspeitos combinaram os orçamentos superfaturados, posteriormente, como empresas ligadas a esses profissionais foram beneficiadas.

“O relatório do Núcleo Estratégico da Procuradoria da Saúdeda PGE, acordos 40 ações consideradas consideradas por terem o mesmo padrão, com orçamentos de alto valor e que fogem do padrão do mercado. Eram 50%, 70% a mais. O que trazia essa vantagem econômica indevida, frustrava o caráter competitivo e induzia a Justiça a erro. Os fatos apurados em si são gravíssimos. São R$ 6,5 milhões em 40 casos analisados. Valor que poderia contribuir para a saúde básica da população”, afirma o delegado.

Após cerca de um ano e meio de investigação, a Polícia Civil apurou que o grupo investigado utilizou ações judiciais para obter decisões determinando o bloqueio de recursos públicos destinados ao pagamento de cirurgias e procedimentos médicos com valores superiores aos praticados no mercado.

A operação cumpriu 12 mandatos de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário. Com o material recolhido terça-feira, a investigação nesta vai avançar sobre o crime de lavagem de dinheiro, a forma encontrada pelos suspeitos para ocultar a origem ilícita do patrimônio.

Já foram verificadas muitas movimentações em espécie entre empresas e os alvos. “Com um acervo probatório que confirma as suspeitas, o próximo passo é a recomposição dos cofres públicos Lesado por essas práticas”, diz o titular da Deccor.

Médico investigado por fraude na saúde tinha R$ 222 mil em “dinheiro vivo”
Viatura da Polícia Civil em frente ao The Place, na Afonso Pena. (Foto: Divulgação | PCMS)

A operação conto com o apoio das equipes da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestro), Decco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado) e da Derf (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubos e Furtos). No caso da investigação advogada, as diligências foram acompanhadas pela Comissão de Prerrogativas da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil).

O nome da operação faz referência à alta complexidade dos procedimentos médicos investigados, especialmente neurocirurgias, bem como à estrutura que teria sido articulada entre os envolvidos para obtenção indevida de recursos públicos por meio da judicialização da saúde.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal fazer Notícias Campo Grande e siga nossos redes sociais.



Source link

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *