São Paulo [Brazil]16 de junho (ANI): O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva chegou a Evian, França, para participar da Cúpula do G7, onde se espera que ele defenda um maior financiamento para o desenvolvimento, reformas nas instituições de governança global e uma voz mais forte para as nações em desenvolvimento na tomada de decisões internacionais, informou o Brasil 247.
A convite da presidência francesa, Lula participará da cúpula nos dias 16 e 17 de junho, marcando sua décima participação no encontro das principais economias do mundo, apesar do Brasil não ser membro do G7. Ao lado do Brasil, países como Índia, Quênia, Coreia do Sul e Egito também foram convidados.
Segundo o Embaixador Philip Fox-Drummond Gough, Secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, o Brasil contribuiu para todos os sete projetos de texto atualmente em negociação na cúpula. O foco principal do país será nas discussões relacionadas com parcerias internacionais para o desenvolvimento e o crescimento económico equilibrado.
Espera-se que o Brasil expresse preocupação com o declínio dos níveis de Assistência Oficial ao Desenvolvimento (APD), argumentando que nem o investimento privado nem os orçamentos das nações em desenvolvimento podem compensar totalmente as reduções na ajuda internacional. Lula também deverá pedir reformas nas instituições globais, especialmente nas Nações Unidas e na Organização Mundial do Comércio, para melhor refletir as realidades geopolíticas contemporâneas, conforme os relatórios do Brasil 247.
Outros temas em discussão incluem a proteção online de menores, o combate ao tráfico de drogas, a prevenção do cancro, o contrabando de migrantes e minerais críticos. Neste último caso, o Brasil defenderá uma maior adição de valor e processamento nos países ricos em recursos, em vez de limitar o seu papel aos fornecedores de matérias-primas.
Lula também participará de um almoço sobre inteligência artificial, onde deverá discutir tanto as oportunidades quanto os desafios apresentados pelas tecnologias emergentes.
A cimeira ocorre num momento diplomático renovado na sequência do recente acordo entre os EUA e o Irão, que aliviou as tensões no Médio Oriente. O Brasil vê o encontro como uma oportunidade para reforçar seu apoio ao multilateralismo, à diplomacia e ao desenvolvimento global inclusivo. (ANI)

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