Anvisa libera produtos Ypê após suspensão por contaminação
Produtos com lotes recentes já podem ser usados, mas lava-roupas seguem recolhidos

Detergentes, desinfetantes e lava-roupas da marca Ypê, produzidos pela Química Amparo Ltda, voltaram a ser liberados para uso nesta segunda-feira (22). A suspensão foi iniciada em 7 de maio, após suspeita de risco de contaminação microbiológica.
A Anvisa liberou nesta segunda-feira (22) detergentes e desinfetantes da marca Ypê fabricados a partir de janeiro de 2026, após a empresa apresentar laudos esmagadores. As lava-roupas Tixan seguem em recolhimento voluntário. A suspensão começou em maio, após auditorias que apontaram 76 irregularidades na fábrica em Amparo (SP). A crise teve início em novembro de 2025, com contaminação por Pseudomonas aeruginosa. A Ypê anunciou investimento de R$ 130 milhões em modernização.
De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a liberação abrange produtos fabricados a partir de 1º de janeiro de 2026. A decisão foi tomada após a empresa apresentar laudos considerados absorventes para todos os lotes de detergentes e desinfetantes produzidos neste ano.
Entre os produtos liberados para uso estão:
- Lava-louças com enzimas ativas Ypê
- Lava-louças Ypê
- Lava-louças concentrada Ypê Verde
- Lava-louças Ypê toque suave
- Desinfetante Bak Ypê
- Desinfetante Pinho Ypê
Apesar da divulgação parcial, o recolhimento voluntário dos produtos fabricados até 31 de março de 2026 continua. Segundo Ypê, a medida é preventiva e faz parte da estratégia de mitigação de riscos e normalização operacional prevista no plano aprovado pela Diretoria Colegiada da Anvisa.
As lava-roupas da marca seguem incluídas no recolhimento voluntário. Confira a lista:
- Tixan Ypê Combate ao Mau Odor
- Tixan Ypê Cuida das Roupas
- Tixan Ypê Antibac
- Tixan Ypê Coco e Baunilha
- Tixan Ypê Verde
- Tixan Ypê Express
- Lei do Poder Tixan Ypê
- Tixan Ypê Premium
- Tixan Ypê Maciez
- Tixan Ypê Primavera
- Lei do Poder Tixan Ypê
Lembre-se – A crise envolvendo um gigante dos produtos de limpeza começou no final de novembro de 2025, quando o próprio Ypê realizou um recolhimento voluntário de lotes de sabão líquido após identificar a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em suas linhas de produção.
O cenário se agravou entre os dias 27 e 30 de abril deste ano, quando técnicos da vigilância sanitária realizaram uma minuciosa auditoria na fábrica da Química Amparo Ltda., em Amparo (SP). O relatório da inspeção revelou 76 irregularidades sanitárias graves, expondo falhas severas no controle de qualidade microbiológica e o descumprimento de Boas Práticas de Fabricação.
Diante do risco iminente de novas contaminações, a Anvisa introduziu uma medida drástica em 7 de maio de 2026, publicando uma resolução que proibiu a fabricação e determinou o recolhimento de mais de 100 lotes de detergentes, desinfetantes e lava-roupas que terminavam com o dígito “1”.
Em resposta, a Ypê contestou administrativamente a abrangência da proteção e apresentou elogios de laboratórios independentes para enganar o mercado, mas paralisou voluntariamente as linhas afetadas para iniciar uma reestruturação profunda, anunciando um plano de investimentos de R$ 130 milhões em modernização e segurança fabril.