MS é o 9º estado com mais drones no agronegócio
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MS é o 9º estado com mais drones no agronegócio

Ao todo, são 138 registros ativos, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária

MS está entre os 10 estados que mais usam drones no agronegócio
Drone voando baixo sobre uma área agrícola em Mato Grosso do Sul (Foto: João Carlos Castro/Famasul)

Mato Grosso do Sul ocupa atualmente a 9ª posição no ranking nacional de estados com maior número de empresas e operadores que utilizam drones na área rural. Ao todo, são 138 registros ativos, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária. Além disso, o Estado conta com 228 aeronaves pilotadas remotamente.

Mato Grosso do Sul ocupa a 9ª posição no ranking nacional de uso de drones no agronegócio, com 138 registros ativos e 228 aeronaves, segundo o Ministério da Agricultura. O estado investe em capacitação pelo Senar/MS, que realizou 1.220 turmas em 72 municípios desde 2022. A tecnologia permite monitorar esforços, identificar regras e aplicar defensivos com maiores decisões.

O levantamento mostra que o estado acompanha uma tendência crescente de modernização no agronegócio brasileiro. A liderança é São Paulo, com 425 registros, seguido por Mato Grosso (375), Minas Gerais (355), Santa Catarina (257), Rio Grande do Sul (240), Espírito Santo (214), Paraná (212) e Roraima (153).

A chamada “agro 4.0”, marcada pela digitalização e uso de tecnologias como drones, sensores e inteligência de dados, já é uma realidade em diversas propriedades rurais sul-mato-grossenses. O uso dessas ferramentas tem proporcionado ganhos de produtividade, redução de custos e otimização do tempo dos produtores.

Na visão da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Mato Grosso do Sul reúne fatores que favorecem a adoção acelerada da tecnologia.

“Grandes extensões de trabalho mecanizado, expressiva atividade peculiar, redução de custo operacional em relação à escassez aérea convencional, e uma rede de capacitação técnica consolidada e estruturada principalmente pelos Sindicatos Rurais em parceria com o Senar/MS, capaz de formar operações em ritmo compatível com a demanda do setor”, apontou em nota.

Ainda de acordo com a entidade, a utilização de drones se consolidou como ferramenta de apoio à gestão e ao monitoramento da produção rural. O equipamento permite identificar previsões e falhas de planejamento, acompanhar o desenvolvimento da cultura, medir áreas de talhões, mapear relevância e uso do solo, e realizar a aplicação aérea de defensivos agrícolas com maior precisão.

A expansão é exemplifica por meio de cursos oferecidos nessa área. De janeiro de 2022 a 2026, o Senar-AR/MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) realizou 1.220 turmas de capacitação em 72 municípios, alcançando 91% do território estadual.

Em 2025, último ano com dados completos, foram promovidas 371 turmas. Já em 2026, até 18 de junho, foram realizadas 201 turmas, mantendo um ritmo que pode superar o resultado no ano anterior. Ao longo de todo o período, a média foi de aproximadamente uma turma por dia útil.

Mudança – O Ministério da Agricultura e Pecuária passou a normatizar essas operações em setembro de 2021, com a publicação da Portaria nº 298.

A norma estabelece regras para a operação de aeronaves remotamente pilotadas destinadas à aplicação de agrotóxicos, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes. Com isso, os dados oficiais disponíveis serão decididos apenas o período posterior à entrada em vigor da regulamentação.

A portaria também determina critérios técnicos e profissionais para a atuação no setor. Entre eles, a exigência de um operador avançado com curso específico, denominado aplicador aeroagrícola remoto.

Em determinadas situações, é obrigatória ainda a presença de um responsável técnico, como engenheiro agrônomo ou engenheiro florestal, que deve coordenar as atividades.

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