Lula entrega 1.390 títulos de terra em Mato Grosso do Sul
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Lula entrega 1.390 títulos de terra em Mato Grosso do Sul

A cerimônia de entrega de títulos de domínio no Assentamento Itamarati, em Ponta Porã, começou nesta quinta-feira (25) com discursos especiais à valorização da fronteira e à cobrança por investimentos na região. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou ao local do presidente, com cerca de uma hora e 20 minutos de atraso, para participar do ato que prevê a entrega de 1.390 documentos a famílias assentadas em Mato Grosso do Sul.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quinta-feira (25) da conferência de entrega de 1.390 títulos de domínio a famílias assentadas no Assentamento Itamarati, em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul. O ato contempla ainda moradores de outros assentamentos do estado. O governo federal afirma que a titulação garante segurança jurídica, reduz conflitos e amplia o acesso a políticas públicas. O Itamarati ocupa 50.081 hectares e abriga 2.837 famílias.

O primeiro discurso foi do prefeito de Ponta Porã, Eduardo Campos (PSDB). Diante de Lula, ele afirmou que a presença do presidente representa “reconhecimento, respeito e esperança” para famílias que ajudaram a construir a história da região.

Campos também destacou o papel da fronteira com o Paraguai. Segundo ele, Ponta Porã não pode ser vista apenas como limite geográfico, mas como espaço de encontro, integração, comércio, desenvolvimento e oportunidade. “Ponta Porã é uma cidade de fronteira, mas, para nós, fronteira é muito mais que limite. Fronteira é encontro, integração, comércio, desenvolvimento e oportunidade”, afirmou.

O prefeito disse ainda que a relação com o povo paraguaio fortalece a economia local e gera empregos. Para ele, uma fronteira olha para o futuro com confiança, impulsionada pela agricultura familiar e pela integração latino-americana.

Ao citar o Assentamento Itamarati, Eduardo Campos classificou a área como exemplo da força do povo brasileiro. Ele disse que a titulação representa uma conquista histórica e um sonho coletivo.

“O Assentamento Itamarati é um exemplo de força do povo brasileiro. Hoje celebramos uma conquista histórica e um sonho coletivo, que é transformar Itamarati em referência nacional de desenvolvimento rural sustentável, inovação e agricultura familiar. Temos terra, gente trabalhadora, universidades parceiras, projetos e vontade de fazer acontecer”, discursou.

Assentados recebem Lula com reivindicações por obras e agroindústria
Momento da fala Cleiton Alexandre Valença, presidente da Arco Porã, ligado ao MST (Foto: Hélio de Freitas)

Depois do prefeito, falou Cleiton Alexandre Valença, presidente da Arco Porã, ligado ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Ele usou a presença de Lula para apresentar reivindicações dos trabalhadores rurais e cobrar estrutura para ampliar a produção nos assentamentos.

Cleiton afirmou que Mato Grosso do Sul é o segundo estado com mais famílias acampadas no país. Segundo ele, são 19 mil famílias nessa condição, sendo 3 mil apenas na região de Ponta Porã e Antônio João. “Somos o segundo estado com mais famílias acampadas, 19 mil, sendo 3 mil aqui em Ponta Porã e Antônio João”, disse.

O representante dos trabalhadores também destacou a produção de sementes na região e pediu investimentos para reforma do complexo usado no tratamento e armazenamento dos produtos. Segundo ele, os assentamentos já exportam sementes para outros locais e precisam de estrutura para ampliar essa capacidade.

“Existe aqui uma grande produção de sementes. Já exportamos para vários lugares. Nesse sentido, queremos uma reforma do complexo para tratar e armazenar as sementes que exportamos. Queremos que o aeroporto seja reformado, queremos agroindústria”, afirmou.

Após os discursos iniciais, teve início a cerimônia de entrada dos títulos, principal ato da agenda no Assentamento Itamarati. Os documentos serão entregues a famílias de diferentes assentamentos do Estado.

Além do Itamarati, serão contemplados moradores dos assentamentos Nova Era, em Ponta Porã; Aldeia, em Bataguassu; Ressaca, em Bela Vista; Taquaral, em Corumbá; Guanabara, em Amambai; Indaiá IV, em Aquidauana; além de áreas localizadas em Sidrolândia, Itaquiraí, Rio Brilhante, Corguinho e Nova Alvorada do Sul.

O Governo Federal afirma que a titulação definitiva garante a segurança jurídica às famílias assentadas, formaliza o direito à terra, reduz conflitos e dá mais estabilidade para produzir, investir e acessar políticas públicas. O Assentamento Itamarati ocupa área de 50.081 hectares e reúne 2.837 famílias, sendo considerada uma das maiores experiências de reforma agrária do país.

Os recursos devem ser usados ​​na recuperação de estruturas de cooperativas, ampliação da capacidade de armazenamento de grãos, melhoria da infraestrutura hídrica, fortalecimento da agroindustrialização, movimentação, capacitação, fiscalização de obras, sustentabilidade e transição energética.

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