Mulher que se passou por criança faz exame de sanidade mental
A avaliação psiquiátrica vai definir se investigada a capacidade de resposta por atos; ela está presa desde 2
Por Ângela Kempfer | 26/06/2026 15h06

Uma mulher de 38 anos investigada por se passar por criança em Mato Grosso do Sul e presa este ano em Joinville (SC) passou por exame de sanidade mental nesta sexta-feira (26). O procedimento vai analisar se ela tem condições de resposta pelos próprios atos no processo criminal que tramita na Justiça de Santa Catarina.
Mulher de 38 anos presa em Joinville (SC) por se passar por criança realizando exame de sanidade mental nesta sexta-feira (26). Amanda Maria Souza de Oliveira, acusada de estelionato e identidade falsa pelo Ministério Público de Santa Catarina, está presa desde 2 de junho. O laudo definirá se ela pode ser responsabilizada penalmente. A defesa não descarta contratar perito particular para análise complementar.
Presa desde 2 de junho, Amanda Maria Souza de Oliveira é alvo de denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que a acusa de estelionato e identidade falsa. A realização do exame foi solicitada pela defesa ainda na audiência de custódia e será conduzida por uma psiquiatra forense.
O laudo deve indicar se a investigação é imputável, semi-imputável ou inimputável. Na prática, isso define se ela pode ser responsabilizada penalmente ou se precisaria de tratamento psiquiátrico em vez de pena em presídio.
A defesa afirma que vai aguardar o resultado para decidir os próximos passos no processo e não descartar a contratação de um perito particular para análise complementar.
Segundo a investigação, a mulher teria criado uma identidade infantil fictícia para se aproximar de vítimas e obter benefícios financeiros, incluindo moradia, alimentação, transporte e outros custos pagos por terceiros. O MPSC afirma ainda que ela deveria impedir o comportamento com uso de fala infantilizada e objetos associados à infância.
Embora o caso em Joinville seja o núcleo da ação penal atual, há suspeitas de que a mesma prática tenha ocorrido em outros estados, segundo relatos reunidos na investigação.
O exame agora entra como peça central do processo. Não por curiosidade pública, mas porque pode redefinir completamente o enquadramento jurídico do caso.