Prefeito de Terenos retorna ao carregamento após decisão do STJ
Arlindo Landolfi Filho afirma que mudanças serão técnicas e que os serviços à população de Terenos serão interrompidos
O vice-prefeito de Terenos, Arlindo Landolfi Filho (Republicanos), o Dr. Arlindo, afirmou nesta segunda-feira (29) que a transição administrativa após o retorno do prefeito Henrique Budke (PSDB) ao cargo está ocorrendo de forma tranquila. Segundo ele, a equipe está repassando todas as informações da gestão interna para garantir a continuidade da administração municipal.
O vice-prefeito de Terenos, Arlindo Landolfi Filho, afirmou que a transição após o retorno do prefeito Henrique Budke ao cargo ocorre de forma tranquila e com repasse das informações da gestão interna. Budke reassumiu após decisão do STJ, mas segue com medidas cautelares na Operação Spotless, que apura fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro. A prefeitura suspendeu o expediente por três dias para reorganização administrativa.
Budke reassumiu oficialmente a prefeitura após decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que revogou o afastamento cautelar imposto durante as investigações da Operação Spotless. “Está tudo tranquilo. Sinto com ele, estou passando o que foi feito, como está a situação financeira da prefeitura e as mudanças que realizamos durante esse período”, afirmou Arlindo.
Segundo o vice-prefeito, as alterações na equipe administrativa deverão ocorrer apenas para que Budke recomponha cargas de confiança. “Devem ser mudanças técnicas, para que ele coloque as pessoas da confiança dele. Mas aquilo que está funcionando deve continuar da mesma forma, sempre pensando no benefício da população”, disse.
Durante o período do afastamento de Budke, Arlindo, como prefeito interino, interrompeu os atendimentos médicos. Nesta segunda-feira, ele representou Budke, a pedido do prefeito, na solenidade de entrega de máquinas agrícolas, equipamentos e sementes promovidas pela Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) para municípios de Mato Grosso do Sul.
Segundo o vice-prefeito, Budke se reuniu em Terenos para tratar de questões administrativas, principalmente relacionadas ao setor de Recursos Humanos. Com o retorno do titular ao comando do Executivo, Arlindo volta a exercer exclusivamente o cargo de vice-prefeito e pretende retomar os atendimentos aos pacientes.
Ó Notícias Campo Grande original Henrique Budke, mas, até a publicação desta reportagem, não obteve retorno.
Retorno ao cargo
Budke reassumiu a prefeitura na última quinta-feira (25), após decisão do ministro Ribeiro Dantas, do STJ, que consideravelmente excessiva o afastamento cautelar superior a oito meses.
Apesar da recuperação do mandato, o prefeito continuará a orientar as medidas cautelares impostas pela Justiça. Ele permanece sob monitoramento por tornozeleira eletrônica, é proibido manter contato com testemunhas e demais investigados e não pode atuar em licitações e contratos que sejam alvo da investigação, nem firmar novos contratos com pessoas e empresas investigadas.
Um dos primeiros atos após retornar ao cargo foi decretar a suspensão do expediente nas repartições públicas por três dias para reorganização administrativa. A paralisação vai desta segunda-feira (29) até quarta-feira (1º), sem afetar os serviços considerados essenciais.
Operação Impecável
O retorno de Budke ocorre cerca de nove meses após a deflagração da Operação Spotless, que investiga um suposto esquema de fraude em licitações, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa na Prefeitura de Terenos.
Segundo denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), 26 pessoas são investigadas. Os promotores apontam que um grupo estruturado atuava para direcionar licitações, dividir contratos públicos e obter vantagens indevidas. As investigações indicam entrega superior a R$ 16 milhões em contratos de obras e serviços.
O Ministério Público sustenta ainda que Budke recebeu ao menos R$ 646 mil em propinas entre 2021 e 2024. A denúncia também relaciona a evolução patrimonial do prefeito ao suposto esquema investigado.
A nega defesa das acusações e afirma que a decisão do STJ concluiu a desnecessidade da manutenção do afastamento cautelar.
