De hobby a profissão: professor ensina skate e patins em CG
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De hobby a profissão: professor ensina skate e patins em CG

Mudança de carreira transformou um hobby de infância em profissão e principal sustento

Um hobby de infância acabou virando profissão para o campo-grandense Wilson Cavalcante de Souza, de 29 anos. Depois de abandonar o regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), hoje ele ganha a vida ensinando crianças, jovens e muitos adultos a perder o medo e descobrir uma nova paixão no skate e nos patins.

Wilson conta que a ideia de dar aulas surgiu por incentivo da irmã, que é uma neuropsicopedagoga. Segundo ele, ela viu que, mesmo quando ia à pista apenas para praticar, ele passou boa parte do tempo ajudando iniciantes.

“Ela sempre falou que eu tinha jeito para ensinar. Eu trabalhei como gestor de lojas e nunca tinha pensado nisso como profissão. Confesso que deu medo de sair da zona de conforto, mas resolvi arriscar”, conta.

Wilson deixou um CLT para ajudar alunos a perder o medo do skate
Aulas acontecem na pista do Parque das Nações Indígenas. (Foto: Arquivo Pessoal)

A mudança aconteceu no início deste ano. No início, uma das primeiras alunas foi a própria sobrinha, que tinha dificuldade para se equilibrar sobre os patins. “Ela foi o nosso primeiro desafio. Começamos a aplicar técnicas e ela evoluiu muito rápido. Foi aí que percebi que realmente poderia transformar isso em trabalho”, detalha.

Atualmente, Wilson cursa licenciatura em Educação Física, sonho que também reforçou a decisão de seguir na área da educação.

No Parque, as aulas ensinam mais que ficar em pé sobre o skate ou os patins. Wilson explica que desenvolve atividades que estimulam o desenvolvimento motor, a concentração e a confiança, principalmente entre as crianças. “Cada brincadeira tem um objetivo. A gente trabalha equilíbrio, cooperativa e, principalmente, a superação do medo”, destaca.

Wilson deixou um CLT para ajudar alunos a perder o medo do skate
Aulas têm pessoas de todas as idades, de crianças a idosos. (Foto: Arquivo Pessoal)
Wilson deixou um CLT para ajudar alunos a perder o medo do skate
Wilson começou a andar de skate e patins ainda na adolescência. (Foto: Arquivo Pessoal)

Segundo ele, ver a evolução dos alunos é uma maior recompensa. “Teve um aluno que disse que nunca conseguiria descer uma rampa. No dia em que conseguiu, a esposa dele registrou aquele momento. É uma das fotos que eu mais gosto porque mostra exatamente a emoção de vencer um desafio”, conta.

N / D escola de Rodas MS, como o projeto é chamado, não existe idade para começar. Wilson atende alunos a partir de 3 anos, mas também já ensina pessoas até na casa dos 60 anos.

“O importante é querer aprender. Tem gente que procura aperfeiçoar manobras, mas muitas vezes porque quer praticar uma atividade física diferente ou realizar um sonho antigo”, relata.

Wilson deixou um CLT para ajudar alunos a perder o medo do skate
Além das técnicas, as aulas ensinam a enfrentar o medo. (Foto: Arquivo Pessoal)

Para ele, o crescimento da comunidade dos patins em Campo Grande também tem ajudado a atrair novos alunos. “É um esporte que traz liberdade, faz bem para a saúde e reúne pessoas. Quem começa percebe que a vida não pode ser só trabalho”, pontua.

Hoje, Wilson vive exclusivamente das aulas de skate e patins. Os atendimentos são realizados diariamente no Parque das Nações Indígenas, com horários flexíveis. “Quando uma pessoa realmente quer aprender, a gente encontra um horário que funciona para todo o mundo. Meu objetivo é ajudar cada aluno a descobrir que ele é capaz”, finaliza.

O telefone para contato é o (67) 99991-6996.

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