Golpe do nome limpo esconde R$ 105,5 mi em dívidas no MS
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Golpe do nome limpo esconde R$ 105,5 mi em dívidas no MS

Economia

A situação aumenta o risco das operações econômicas, encarece o crédito e reduz a segurança do comércio

Por Izabela Cavalcanti | 17/06/2026 10:46

Golpe do nome limpo esconde protestos e R$ 105,5 milhões de dívidas em MS
Boletos de cobrança de impostos condominiais (Foto: Divulgação/Cartórios de Protesto de Mato Grosso do Sul)

O golpe do nome limpou R$ 105,5 milhões de dívidas em Mato Grosso do Sul, que deixaram de aparecer nas consultas públicas de crédito.

O golpe do nome limpou R$ 105,5 milhões em dívidas no Mato Grosso do Sul, afetando 896 credores e 787 devedores, com 11.483 protestos removidos de consultas públicas. No Brasil, 2,9 milhões de dívidas protestadas somaram das bases nos últimos cinco anos, somando R$ 130 bilhões. O CNJ reagiu com o Provimento nº 225/2026 para monitorar decisões judiciais que retiram protestos, que permanecem válidos nos cartórios.

A falsa sensação de regularidade financeira afeta 896 credores no Estado e envolve 787 devedores. Levantamento feito pelos Cartórios de Protesto aponta que 11.483 manifestantes deixaram de comparecer

Na prática, as pendências deixam de ser visualizadas por instituições financeiras, comerciantes, fornecedores e demais agentes econômicos que utilizam essas informações para análise de risco e concessão de crédito. No entanto, o protesto permanece válido e ativo no Cartório onde foi feito.

Quando as informações sobre inadimplência deixam de ser acessíveis sem que a dívida tenha sido quitada, aumenta o risco das operações econômicas, encarece o crédito e reduz a segurança das relações comerciais.

“É necessário alertar ao comércio e aos bancos de que essas dívidas continuam existindo e os protestos permanecem 100% válidos dentro dos Cartórios. O mercado não pode confiar em relatórios parciais que foram manipulados. A gravidade é tamanha que o CNJ já reagiu com o Provimento nº 225/2026. Mato Grosso do Sul, Daniel Emílio Fontana Fries.

Brasil – Nos últimos 5 anos, 2,9 milhões de dívidas protestadas deixaram de aparecer nas consultas públicas brasileiras, totalizando R$ 130 bilhões em valores retirados das bases de informação.

Do total, R$ 20,8 bilhões contribuem para créditos públicos. Mais de 66 mil credores brasileiros tiveram informações sobre seus créditos retirados das consultas nacionais.

Com o crescimento desses casos, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) editou norma específica (Provimento nº 225/26) para monitorar decisões judiciais que determinam a retirada de protestos.

A publicidade das dívidas protestadas é protegida pela legislação brasileira e reforçada pelas Leis Federais nº 9.492/1997 e nº 14.382/2022.

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