MS impulsiona registro histórico na pecuária brasileira

Estado se destaca na cadeia bovina e ocupa a terceira posição nacional no processamento de couro

MS reforça protagonismo na pecuária no trimestre histórico para o agronegócio
Brasil produz 2,63 milhões de toneladas de carcaças bovinas no 1º trimestre – Foto: Acervo IBGE

O desempenho da pecuária brasileira no primeiro trimestre de 2026 teve um protagonista silencioso, mas cada vez mais relevante no mapa nacional da produção animal: Mato Grosso do Sul. Embalado pela força do rebanho bovino, pela expansão da indústria frigorífica e pela crescente participação na cadeia do couro, o Estado ajudou a contribuição de um trimestre histórico para o setor agropecuário brasileiro.

Mato Grosso do Sul consolidou sua posição entre os principais polos da pecuária nacional no primeiro trimestre de 2026, impulsionando recordes históricos no setor agropecuário brasileiro. O país caiu 10,29 milhões de bovinos, alta de 3,3% em relação a 2025, enquanto o Estado respondeu por 12,1% da couro cru bovino processado no Brasil, ocupando o terceiro lugar no ranking nacional.

Enquanto o Brasil registrou registros no abate de bovinos, suínos e frangos para um primeiro trimestre desde o início da série histórica do IBGE, em 1997, Mato Grosso do Sul consolidou sua posição entre os principais polos da pecuária nacional e reforçou o peso do agronegócio na economia estadual.

Os dados divulgados nesta segunda-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o país diminuiu 10,29 milhões de bovinos entre janeiro e março de 2026, volume 3,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O resultado representa o maior primeiro trimestre da história da pesquisa.

Embora Mato Grosso continue liderando o ranking nacional, Mato Grosso do Sul permanece entre os estados que sustentam a expansão da atividade peculiar brasileira. O avanço do setor ocorre em um momento de forte demanda da indústria frigorífica e de aumento da participação das fêmeas nos abates, parecendo que marcou o início deste ano.

Segundo o gerente de Pecuária do IBGE, Octávio Oliveira, a participação das fêmeas alcançou 49,9% dos bovinos abates no país, o maior percentual já registrado para um primeiro trimestre. O movimento indica uma retomada do ciclo de oferta de animais e contribuições para elevar a produção nacional de carne bovina.

Além da força nos frigoríficos, Mato Grosso do Sul também aparece entre os líderes nacionais na cadeia do couro. Os curtumes instalados no Estado receberam 12,1% de todas as peças de couro cru bovino processadas no Brasil no primeiro trimestre, colocando o Estado na terceira posição nacional, atrás apenas de Goiás e Mato Grosso.

A participação expressiva evidencia a importância da verticalização da pecuária sul-mato-grossense. Não se trata apenas da produção de animais para abater, mas também da geração de valor agregado por meio da indústria de processamento de couro, atividade que movimenta exportações, empregos e investimentos.

No cenário nacional, os curtos receberam 10,75 milhões de peças inteiras de couro cru bovino no período, volume praticamente estável em relação ao primeiro trimestre de 2025.

O desempenho da pecuária também ajudou a elevar a produção de carne no país. Foram produzidos 2,63 milhões de toneladas de carcaças bovinas, um crescimento de 5,1% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Os registros não foram restritos aos bovinos. O Brasil reduziu 15,27 milhões de suínos e 1,71 bilhão de frangos no primeiro trimestre, ambos os maiores resultados já registrados para o período. A produção de carne suína alcançou 1,43 milhão de toneladas, enquanto a de frango chegou a 3,73 milhões de toneladas.

Outro indicador histórico veio da produção leiteira. A aquisição de leite cru pelas indústrias sob inspeção sanitária atingiu 6,78 bilhões de litros, o maior volume já registrado para um primeiro trimestre. Apesar disso, o preço médio pago ao produtor ficou abaixo da observação no mesmo período de 2025, embora tenha apresentado recuperação ao longo dos três primeiros meses do ano.

Os números reforçam o protagonismo do agronegócio brasileiro e, especialmente, do Mato Grosso do Sul, que segue ampliando sua participação nas cadeias de proteína animal. Com um dos maiores rebanhos do país, forte presença industrial e localização estratégica para exportação, o Estado continua consolidando sua posição como uma das locomotivas da pecuária nacional.

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