Mulheres são maioria no 1º grau, mas minoria no topo do TJMS
Relatório do CNJ mostra que participação feminina cai quando carga passa do 1º grau para desembargador
As mulheres são maioria entre juízes de primeiro grau no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), mas minorias no topo da carreira. Dados do relatório Justiça em Números 2026, divulgado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), mostram que eles representam 71,6% dos magistrados de primeiro grau no Estado, mas apenas 32,3% dos desembargadores.
No Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, as mulheres representam 71,6% dos juízes de primeiro grau, mas apenas 32,3% dos desembargadores, segundo o relatório Justiça em Números 2026 do CNJ. O Pleno do TJMS tem 20 magistrados, com apenas cinco mulheres. A média nacional é de 41,7% no primeiro grau e 24,2% no segundo. O CNJ aponta que a participação feminina diminuiu conforme sobe o nível da carreira.
O contraste aparece no levantamento sobre a participação feminina na Justiça estadual. No primeiro grau, ambos juízes titulares, substitutos e auxiliares, além de integrantes das turmas recursais. Já no segundo grau, o cálculo considera os desembargadores, sem incluir juízes substitutos de segunda instância.
Na composição original do Tribunal de Justiça há cinco mulheres: Ana Carolina Ali Garcia (recém-empossada), Elizabete Anache, Jaceguara Dantas da Silva, Elisabeth Rosa Baisch e Sandra Regina da Silva Ribeiro Artioli. O Pleno do TJMS é composto por 20 magistrados.
O próprio CNJ aponta que, em geral, quanto mais elevado o nível da carreira, menor é a participação feminina. Nos tribunais brasileiros, as mulheres são 41,7% entre juízes de primeiro grau e 24,2% entre desembargadores.
Em Mato Grosso do Sul, a presença feminina no primeiro grau é bem maior do que na mídia nacional.
O relatório Justiça em Números é a principal publicação estatística do Judiciário brasileiro. A edição de 2026 reúne informações de estrutura, pessoal, orçamento, produtividade, tempo de tramitação e perfil dos tribunais, com dados referentes ao ano-base de 2025.
No caso do TJMS, o levantamento reforça um ponto simples: a magistratura estadual já tem maioria feminina no primeiro grau, mas o poder de decisão no topo ainda é majoritariamente masculino.D
