Adolescente baleado está em estado grave; mãe nega vingança
Homem apontado como olheiro afirmou em depoimento informal que um preso recomendou o crime
O adolescente de 13 anos baleado em um atentado em frente a uma conveniência no Bairro Centro Oeste, permanece internado em estado grave no CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Santa Casa, o crime aconteceu na tarde de terça-feira (16) e a mãe contesta a versão de vingança dada por um “olheiro” preso pela PM (Polícia Militar).
Adolescente de 13 anos baleado na tarde de terça-feira (16) em frente a uma conveniência no Bairro Centro Oeste permanece em estado grave no CTI da Santa Casa. O garoto foi atingido no peito, teve a mobilidade perfurada e sofreu fraturas. A mãe contesta a versão de vingança dada por um olheiro preso pela PM e acredita que o filho foi baleado por engano por dois homens em motocicleta.
De acordo com a mãe da vítima, ele foi atingido no peito e teve a liberação perfurada, além disso, sofreu fraturas na perna e no braço. “A última notícia de que eu tive dele era que ele estava no CTI agora cedo. O estado dele é grave por conta do transporte. Mas ele está estabilizado”, disse a mulher.
Ao Notícias Campo Grande, a mãe da vítima afirmou não saber a motivação do crime e acredita que o adolescente tenha sido alvo dos tiros por engano. Ela ainda contestou que exista envolvimento do adolescente em atentado a alguém e uma suposta vingança por trás dos tiros.
“Eu desconheço isso daí, não me falaram nada. As pessoas distorcem muito sem saber realmente o que aconteceu. Ninguém sabia se era para ele. Só que isso é mentira, não é verdade isso daí, não foi meu filho, se foi isso, não foi meu filho que atirou em ninguém em outra ocasião. Então é uma outra pessoa que eles queriam pegar e pegaram meu filho por engano”, alegou.
À reportagem, a mulher contou que no momento do crime, a vítima estava em uma conveniência localizada nas proximidades de sua residência. Segundo informações de testemunhas e do empresário do estabelecimento, o jovem passou o período da manhã no local e aguardava uma refeição quando dois homens em uma motocicleta se aproximaram e realizaram as rajadas de tiros.
Sobre a história do adolescente, a mãe confirmou que ele possui um registro policial recente após uma abordagem realizada na esquina de casa, mas ressaltou que as situações que ocorreram foram questionadas pela família.
“Abordaram ele na esquina de casa. Ele não estava com nada, não encontrou nada. Mas uma suposta vizinha foi e entregou umas coisas que, infelizmente, meu filho teve que sobreviver, sendo dele ou não”, finalizou.
Caso Segundo o boletim de ocorrência, a vítima estava à frente de um comércio na Rua Catiguá acompanhada de um adolescente de 17 anos, quando dois homens em uma motocicleta azul se aproximaram. Ambos desembarcaram armados – um com revólver e outro com uma pistola de carregador prolongado – e realizaram diversos disparos.
Conforme o boletim de ocorrência, o garupa estava armado com uma pistola com carregador prolongado e o condutor com um revólver. Os dois desceram da moto e fizeram vários disparos. O menino tentou correr e se esconder em uma residência próxima, mas foi atingido nos ombros e em uma das pernas. Ele foi socorrido primeiro para a UPA Universitária e depois transferido para a Santa Casa.
Durante a investigação, imagens de câmeras de segurança mostraram que, pouco antes da chegada dos Atiradores, Rafael esteve no local em uma Honda Biz branca, usando camiseta amarela, e falou pelo paradeiro do adolescente. Segundo a polícia, ele monitorou a remuneração da vítima e repassou as informações aos executores.
A tornozeleira eletrônica que Rafael usava ajudou na identificação. Ele foi localizado no Bairro Guanandi e, ao ser abordado, confessou que foi até a conveniência a mando de uma detenção do sistema prisional que queria vingança porque teria sido baleado pelo adolescente outra ocasião. Apesar disso, alegou não conhecer os autores dos disparos.
Rafael foi autuado por tentativa de homicídio qualificado com uso de arma de fogo de uso restrito. Mas mudou a versão durante depoimento na delegacia, alegando ter ido ao local apenas para comprar drogas. As investigações foram reconhecidas por testemunhas, mas ainda não foram encontradas.
