Anvisa proíbe milho para pipoca e apreende suplementos
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Anvisa proíbe milho para pipoca e apreende suplementos

Pipoca e suplementos entram na lista de novos vetos da Anvisa
Embalagem do milho para pipoca da marca Provatti, cuja circulação foi vetada pela Anvisa. (Foto: Reprodução)

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a venda de um milho para pipoca e determinou a apreensão de suplementos alimentares comercializados no Brasil após identificar informações irregulares em embalagens, falta de registro e origem desconhecida dos produtos.

A Anvisa proibiu a venda de milho para pipoca da marca Provatti por inconsistências sobre glúten no rótulo e determinou a apreensão de suplementos das marcas Nutricost e Top New, por falta de registro e origem desconhecida. Os produtos da Top New ainda comentam terapêuticas ilegais, como controle de diabetes e colesterol. As medidas valem para todo o Brasil e incluem suspensão de venda, distribuição e propaganda.

As medidas, conforme as resoluções publicadas no DOU (Diário Oficial da União), valem para todo o território nacional e incluem recolhimento, apreensão e suspensão da distribuição, distribuição, propaganda e consumo dos itens.

Entre os produtos atingidos está o milho para pipoca da marca Provatti, fabricado pela Kaza Distribuidora, R&A Indústria, Comércio e Distribuidora de Alimentos Ltda. A agência determinou o recolhimento de todos os lotes após constatação de divergência nas informações sobre glúten apresentadas no rótulo.

Segundo a agência, a embalagem informou que o produto não continha glúten. Ao mesmo tempo, o rótulo trazia alerta sobre possível contaminação cruzada com trigo ou presença do ingrediente. A inconsistência pode levar os consumidores ao erro, principalmente pessoas com restrições alimentares relacionadas à substância.

Além de retirar o produto do mercado, a resolução suspendeu a venda, a distribuição, a divulgação e o consumo do milho para pipoca em todo o país.

A Anvisa também determinou a apreensão de suplementos alimentares da marca Nutricost. De acordo com o órgão, os produtos pertenciam a fabricante desconhecido e eram oferecidos em sites da internet sem regularização.

A medida proibiu a fabricação, a importação, a comercialização, a distribuição, a propaganda e o uso dos suplementos. A vigilância informou que os itens não atendiam aos requisitos exigidos para circulação no mercado brasileiro.

Outra resolução atingida suplementos da marca Top New. Conforme a agência, os produtos têm origem desconhecida, não possuem registro e utilizam informações terapêuticas em materiais publicitários.

Entre as promessas divulgadas incluíam controle de diabetes e colesterol, combate a doenças respiratórias, alívio de sintomas de gastrite e ação anti-inflamatória. A legislação não permite esse tipo de alegação para suplementos alimentares.

A decisão também proibiu a venda, a distribuição, a propaganda e o uso dos produtos da marca. Nas plataformas de comércio eletrônico, alguns itens foram anunciados por valores de até R$ 275.

O outro lado – A reportagem entrou em contato por e-mail com as empresas mencionadas no texto, mas não houve retorno no prazo estipulado de uma hora para a publicação do texto. O espaço segue aberto para declarações futuras.

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