Anvisa proíbe plataforma Voy por venda irregular de remédios
4 mins read

Anvisa proíbe plataforma Voy por venda irregular de remédios

Site que enviava “box do emagrecimento” é proibido pela Anvisa
Página inicial do site Voy, antes de ser retirado do pedido da Anvisa (Foto: Reprodução)

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a comercialização, distribuição, propaganda e uso da plataforma “Voy”, apresentada na internet como um plano de emagrecimento saudável. A medida foi publicada em resolução no DOU (Diário Oficial da União) nesta sexta-feira (26) e atingiu a empresa Revia Gestão de Negócios Ltda.

A Anvisa proibiu a comercialização, distribuição, propaganda e uso da plataforma “Voy”, apresentando como plano de emagrecimento saudável. A medida atingiu a empresa Revia Gestão de Negócios Ltda, que divulgou o serviço como dispositivo médico sem registro e operava sem autorização de funcionamento. A plataforma intermediava pacientes, médicos e farmácias para tratamentos com semaglutida e tirzepatida. A prisão é preventiva e entrou em vigor na data de publicação no Diário Oficial.

Segundo a Anvisa, a plataforma foi divulgada de forma irregular como dispositivo médico sem registro e comercializado por empresa sem AFE (Autorização de Funcionamento de Empresa). A decisão também cita o endereço eletrônico da Voy como meio usado para a divulgação do serviço.

Antes de o site sair do ar, páginas salvas pelo Notícias Campo Grande Mostraram que uma plataforma se apresentava como apresentada entre pacientes, médicos, farmácias e tratamentos para perda de peso. Em uma das chamadas, a empresa dizia: “com a receita, o seu tratamento chega até você”.

O site afirma oferecer medicamentos sob prescrição médica, seguindo as normas da Anvisa, com entregas mensais gratuitas. Em outra página, a plataforma ajudaria o usuário a encontrar “o melhor tratamento”, com médicos especializados em emagrecimento acompanhando o processo.

A Voy também citava tratamentos com GLP-1 e GIP, usados ​​no tratamento da obesidade e controle metabólico. Entre os princípios ativos indicados estavam semaglutida, tirzepatida e a combinação naltrexona com bupropiona. O site relacionava esses princípios a medicamentos conhecidos, como Ozempic, Wegovy, Mounjaro e Contrave, sempre com a observação de uso sob prescrição.

Em outra parte da página, a plataforma dizia que existiam “vários tratamentos seguros e registrados na Anvisa” que funcionavam como inibidores de apetite, cada um com um princípio ativo. A empresa também afirmava que era essencial a avaliação médica antes de qualquer prescrição.

Apesar da apresentação como serviço ligado à saúde, o rodapé do site traz uma ressalva: “A VOY não é uma farmácia e não é uma clínica médica”. O texto informava ainda que consultas seriam realizadas por clínicas médicas terceiras e independentes, e que eventuais medicamentos seriam vendidos por farmácias credenciadas.

A resolução da Anvisa, porém, aponta que a divulgação era irregular porque envolvia dispositivo médico sem registro e empresa sem autorização de funcionamento. Com a decisão, a plataforma não pode ser anunciada, vendida, distribuída ou usada.

Essa medida é preventiva e entra em vigor nos dados da publicação. Significa que a Anvisa determinou a retirada do serviço do mercado enquanto persistirem as irregularidades apontadas pela fiscalização.

O caso ocorre em meio à popularização de medicamentos usados ​​para emagrecimento, especialmente os associados ao GLP-1, classe que ganhou visibilidade nos últimos anos. A própria página da Voy explorava esse apelo, com chamadas sobre controle da fome, saciedade prolongada e redução da vontade de comer em excesso.

A Anvisa não proíbe, nessa resolução, medicamentos como Ozempic, Wegovy, Mounjaro ou Contrave. A medida atinge a plataforma Voy, sua divulgação, comercialização, distribuição e uso nos termos indicados pela agência.

Source link

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *