Baby, elefante de 34 anos, passa por MS rumo aos santuários

Animal de 34 anos entrou por Bataguassu e passa por cidades como Campo Grande e Coxim
Baby, elefante de 34 anos, passa por Mato Grosso do Sul nesta sexta-feira (19) durante uma viagem rumo ao Santuário dos Elefantes, em Mato Grosso. A viagem, que terá duração de três dias, começou na quinta-feira (18) e é acompanhada por equipes de segurança.
A elefante Baby, de 34 anos, passa por Mato Grosso do Sul nesta sexta-feira (19) durante viagem de cerca de 1,9 mil quilômetros rumo ao Santuário dos Elefantes, em Mato Grosso. Nascida no Busch Gardens, na Flórida, ela viveu no circo e no Beto Carrero World. O percurso no Estado inclui Santa Rita do Pardo, Campo Grande, Jaraguari e Coxim, com apoio da PRF e da Polícia Militar.
Nascida no Busch Gardens, na Flórida, Baby foi vendida ainda jovem a um circo e, posteriormente, passou a viver no Beto Carrero World. Antes de chegar a MS, ela percorreu os estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo.
Na última atualização divulgada pelos santuários, o animal já estava na divisão entre Paraná e Mato Grosso do Sul, onde o trem que a acompanha foi encontrado com a PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul).
À reportagem, a PRF informou que Baby entrou em território sul-mato-grossense por Bataguassu, mas já vinha sendo monitorado pela equipe do Estado de Presidente Epitácio (SP). O apoio do PMMS seguirá durante o deslocamento pela MS-040.
Por volta das 11h, a PRF informou que uma elefante passava por Santa Rita do Pardo e tinha uma parada prevista, sem local definido até o momento. O percurso no Estado inclui passagem por Campo Grande, São Gabriel do Oeste, Jaraguari e Coxim.
De acordo com os santuários, a viagem tem cerca de 1,9 mil quilômetros e será feita em ritmo adaptado ao animal. “Vamos monitorar as câmeras da caixa e parar para descanso, alimentação, hidratação e limpeza”, informou a instituição.
Ainda conforme a equipe, Baby apresenta comportamento ativo, com postura considerada intensa. “Ela mantém a cabeça mais alta do que o normal. Pode ser uma característica própria, uma compensação por desconforto ou sinal de estresse ou ansiedade. Isso deve ficar mais claro quando ela se adaptar”, destacou.
Ao chegar ao santuário, a elefante passará por exames solicitados pela Justiça. Nos primeiros dias, fica isolado até a conclusão dos resultados. “Assim, poderá explorar o espaço e caminhar livremente pela primeira vez em décadas, além de interagir à distância com os outros elefantes, reconhecendo sons e cheiros antes do contato direto”, diz trecho da nota.
Esta não é a primeira vez que um animal do tipo cruza o Estado com destino ao local. Em julho de 2025, a elefante Kenya percorreu caminho semelhante, passando por Campo Grande. Ela morreu cinco meses após chegar aos santuários, com suspeita de tuberculose em estágio avançado.
Outro caso recente é o da elefante Pupy, que também planejou cinco dias de viagem até chegar aos santuários, onde iniciou uma nova fase após anos em cativeiro. A transferência foi realizada em abril do ano passado. As duas elefantes saíram da Argentina.