Bebê de 3 meses internada com suspeita de maus-tratos morre em MS
Avô materno confirmou a morte nesta sexta-feira; menina estava em estado gravíssimo no Hospital Regional
Morreu na manhã desta sexta-feira (25) um bebê de 3 meses que ficou internado há uma semana, em estado gravíssimo, no Hospital Regional de Campo Grande. A criança deu entrada na unidade com múltiplas lesões pelo corpo e suspeita de agressões. A morte foi confirmada ao Notícias Campo Grande pelo avô materno da criança, Ewerton Godoy.
Bebê de 3 meses internada com múltiplas lesões morreu nesta sexta-feira (25) no Hospital Regional de Campo Grande. A criança havia dado entrada na unidade na semana anterior com suspeita de broncoaspiração, mas os médicos identificaram hematomas, fraturas nas costelas e escoriações incompatíveis com a versão dos responsáveis. Os pais, de 18 e 20 anos, foram presos por suspeita de maus-tratos. A Polícia Civil investiga o caso.
A reportagem entrou em contato com Ewerton, que afirmou que conversará em outro momento, pois está resolvendo os trâmites relacionados à morte da rede. Abalado, ele lamentou a perda.
Na tarde de quinta-feira (24), o avô havia informado que um bebê passou a receber cuidados paliativos. Segundo ele, uma equipe médica havia iniciado a retirada da sedação e comunicado à família que uma menina poderia morrer a qualquer momento.
Entenda – Um bebê foi internado na última sexta-feira (19), depois de ser levado ao hospital com suspeita inicial de broncoaspiração. Durante o atendimento, porém, os médicos identificaram hematomas, escoriações, inchaços e fraturas nas costelas. As lesões foram consideradas incompatíveis com a versão entregue pelos responsáveis.
Os pais da criança, uma jovem de 18 anos e o marido dela, de 20, foram presos em flagrante por suspeita de maus-tratos. A Polícia Civil investiga se um bebê foi vítima de violência física recorrente.
Em entrevista anterior, Ewerton afirmou acreditar que a filha também sofria violência praticada pelo companheiro, embora tenha defendido que ela responde pelos próprios atos. Ele também registrou denúncia contra os avós paternos da criança, que moravam na mesma residência, por suposta omissão.
Até ao momento, a Polícia Civil não confirmou a inclusão de outros familiares entre os investigados. O caso segue sob investigação.
