Bebê espancado em Campo Grande: pai da suspeita fala
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Bebê espancado em Campo Grande: pai da suspeita fala

Avô materno afirma que jovem sofria agressões e pede apuração sobre familiares do companheiro

“Minha filha não é monstruosa”, defende pai de presa por maus-tratos a bebê
Criança de apenas três meses em foto enviada pelo avô materno (Foto: Arquivo pessoal)

“Minha filha não é esse monstro. Ela está presa e vai ter que pagar pelo que fez”, afirmou Ewerton Godoy, de 38 anos, pai da jovem de 18 anos presa no sábado (20), junto com o marido, de 20, suspeitos de maus-tratos contra a filha, um bebê de três meses internado no Hospital Regional de Campo Grande desde sexta-feira. A criança deu entrada com suspeitas iniciais de espancamento, múltiplas lesões pelo corpo e fraturas nas costelas. Foi aberto protocolo de investigação de morte encefálica.

O avô materno de um bebê de três meses internado no Hospital Regional de Campo Grande, em estado grave com suspeitas de maus-tratos, defendeu uma filha de 18 anos, presa junto ao marido de 20 anos. Ewerton Godoy afirmou que o jovem vítima grave de violência do companheiro e prometeu procurar a Defensoria Pública para contatá-la. Ele também denunciou os avós paternos da criança, que moravam na mesma casa, exigindo que fossem investigados.

O avô materno conversou com o Notícias Campo Grande na manhã desta terça-feira e disse que pretende procurar a Defensoria Pública para tentar contato com a filha. Segundo ele, o jovem também seria vítima de violência praticada pelo marido, pai da criança.

“Ela está sendo ameaçada, está sendo vítima também. Ela estava sendo agredida pelo marido, tenho certeza, eu conheço minha filha. Ele com certeza ameaçou ela com alguma coisa. Hoje eu vou na Defensoria Pública para ver se consigo falar com minha filha”, afirmou.

Apesar de defender a filha, Ewerton disse que ela deveria responder pelo que aconteceu. “Minha filha está presa, vai ter que pagar pelo que fez. Eu conheço filha, ela não é esse monstro. Ele é um monstro”, disse, referindo-se ao marido da jovem.

O pai da suspeita também afirmou que denunciou o companheiro da filha e os avós paternos do bebê, que, segundo ele, moravam na mesma casa. Para Ewerton, se a filha foi presa por suspeita de cumplicidade ou omissão, outros familiares que viviam no imóvel também deveriam ser investigados.

“Ele é um monstro, ele e os avós dele que moram lá na casa. Por isso eu denunciei ele e os avós dele também, porque se minha filha está sendo presa como cúmplice, por não ter falado, os avós dele também vão ter que ser presos, porque moravam os quatro na mesma casa. Como que os avós escutam uma criancinha chorar e não fazem nada, só vêm quando a neném está desacordada?”, declarou.

Entenda – O caso é investigado pela Polícia Civil. Durante o atendimento, a equipe médica concorda com diversas lesões pelo corpo do bebê, considerando incompatíveis com a versão inicial, responsável pelos responsáveis. Conforme o boletim de ocorrência, também foram apontadas fraturas em costelas, que podem ter provocado hemorragia interna.

Ainda no hospital, uma equipe acionou a Polícia Militar e o Conselho Tutelar após constatar hematomas em diferentes regiões do corpo da criança. Familiares foram ouvidos na unidade de saúde.

No registro policial, os pais apresentados consideram contraditórias pelos investigadores. Parentes próximos também contando histórico recente de lesões no bebê sem acompanhamento médico adequado.

A Polícia Civil não confirmou, até ao momento, a inclusão de outros familiares como investigados além dos pais da criança. O caso segue em apuração, com análise de laudos do Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), que deve indicar a origem e a dinâmica das lesões.

Caso Segundo as informações repassadas à polícia, a criança foi levada à unidade de Saúde por volta das 23h de sexta-feira, com suspeita de broncoaspiração. O relato inicial apontava que o bebê havia sido amamentado e, em seguida, ficou sob os cuidados do pai. Cerca de dez minutos depois, ela teria apresentado coloração arroxeada ao redor da boca, perda de tônus ​​muscular e respiração irregular.

O pai afirmou que tentou estimular a criança com manobras nas costas e, como o quadro persistiu, a família levou ao hospital por meios próprios. Durante a avaliação médica, no entanto, foram identificadas diversas lesões físicas no bebê, incluindo hematomas, escoriações e inchaços em diferentes partes do corpo.

Para a equipe médica, os sinais levantaram suspeitas de agressão física recorrente e possível violência doméstica. Questionado pelos policiais, o pai disse que estava com uma criança no colo enquanto assistia a uma partida de futebol quando percebi que ela estava “toupeira”.

Sobre os hematomas, afirmou que ele e a mãe do bebê já tinham notado as marcas, mas ainda não tinham procurado atendimento médico. A mãe alegou que as lesões ocorreram no início do mês e justificou a demora na busca por assistência dizendo que o companheiro viajava a trabalho, o que dificultaria o deslocamento até uma unidade de assistência saúde.

Diante das contradições nos relatos e das indicações apontadas pela equipe médica, a polícia levou o pai à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário). Pai e mãe foram presos em flagrante.

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