Dodmax vence licitação para operar loteria de MS
Empresa de Campo Grande superou concorrentes de fora após serem recursos descartados na fase técnica
Na disputa com empresas de fora e experientes no mercado de apostas, a Dodmax Tecnologia S/A, de Campo Grande, foi declarada vencedora “provisória” da licitação para implantar e operar a plataforma eletrônica da Lotesul, a loteria estadual de Mato Grosso do Sul. O resultado foi confirmado nesta terça-feira (23), após a coleta dos recursos apresentados por concorrentes desclassificados na fase técnica.
A Dodmax Tecnologia S/A, de Campo Grande, foi declarada vencedora provisória da licitação para operar a plataforma eletrônica da Lotesul, loteria estadual de Mato Grosso do Sul. A empresa ficará com 69% da arrecadação estimada, cerca de R$ 35,5 milhões ao ano, enquanto 31% serão repassados ao Estado. Fundada em 2024, a Dodmax superou recursos de concorrentes eliminados na fase do pregão.
A empresa ficará com 69% da arrecadação estimada da loteria estadual para operar o sistema, enquanto 31% serão repassados aos cofres do Estado. A estimativa de receita média anual da plataforma é de R$ 51.474.339,31. A empresa arrecadará, portanto, R$ 35.517.294,12, enquanto o repasse previsto à administração estadual chega a R$ 15.957.045.
A disputa foi reaberta às 14h desta terça-feira (23), conforme previsto no DOE (Diário Oficial do Estado). O pregão foi suspenso desde maio por causa dos recursos apresentados pela LottoPro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas Ltda e pela Prohards Comércio, Desenvolvimento e Serviços em Tecnologia da Informação Ltda, ambas eliminadas na POC (Prova de Conceito).
A POC é a etapa prática da licitação. Nela, as empresas precisam demonstrar que o sistema oferecido atende às exigências do edital.
A LottoPro alegou que não teve condições equivalentes às demais concorrentes para demonstrar a funcionalidade do “cofre eletrônico”, requisito previsto no edital. Pediu a anulação da desclassificação e nova avaliação técnica.
Já a Prohards sustentou que sua solução tecnológica foi avaliada de forma abrangente, sem a devida exploração das funcionalidades. A empresa também afirmou que parte dos problemas teria relação com o ambiente de testes disponibilizados pela comissão de licitação e pediu a reabertura da prova de conceito.
As denúncias foram contestadas pela Dodmax, que defendeu a manutenção das desclassificações. A empresa argumentou que os concorrentes não questionaram a metodologia quando ela foi aplicada aos demais participantes e que cabia a cada licitante demonstrar, de forma clara, o cumprimento dos requisitos exigidos.
A comissão técnica manteve o entendimento de que as desclassificações seguiriam os objetivos previstos no edital e no termo de referência. Com isso, a equipe de servidores estaduais julgou improcedentes os recursos e manteve a classificação e a habilitação da Dodmax. A decisão foi publicada no DOE nº 12.190, de 19 de junho, e foi retomada na sessão de hoje, quando houve a confirmação.
A plataforma contratada será responsável por concentrar e validar as operações de venda, identificação, pagamento de prêmios, recolhimento da outorga variável e tributos da loteria estadual. O edital também prevê manutenção, customização, atualizações e entrega do código-fonte e do banco de dados ao final do contrato.
Apesar da vitória no pregão, o processo ainda não significa contrato contratado. A ata informa que o resultado segue para adjudicação e encaminhamento à autoridade superior, etapa necessária antes da formalização definitiva.

Quem é? – A Dodmax foi fundada em 2024 pelo advogado, empresário e pecuarista Mauro Luiz Barbosa Dodero. Conforme o CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica), uma empresa é especializada em desenvolvimento de sistemas para computador e funciona em endereço comercial na Avenida Hiroshima, no Carandá Bosque, em Campo Grande.
Dodero também está ligado a outras empresas em Mato Grosso do Sul e integra a diretoria da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul).
