Éderson estreia na Copa de 2026 e emociona família em MS
Parentes se reuniram no Tiradentes e vibraram com entrada do volante no jogo contra o Haiti
A entrada do volante campo-grandense Éderson na vitória do Brasil por 3 a 0 sobre o Haiti, nesta sexta-feira (19), transformou a casa da família dele, no Bairro Tiradentes, em ponto de comemoração. Reunidos diante da televisão, os parentes acompanharam a partida válida pela Copa do Mundo de 2026 e celebraram os primeiros minutos do jogador em um Mundial como se fosse um título.
Familiares do volante campo-grandense Éderson comemoraram sua estreia na Copa do Mundo 2026 reunidos no Bairro Tiradentes, em Campo Grande, durante a vitória do Brasil por 3 a 0 sobre o Haiti. Convocado de última hora para substituir Wesley, lesionado, o jogador entrou aos 35 minutos do segundo tempo e quase marcou gol. Apenas a mãe, adventista, não assistiu à partida por respeito ao período religioso.
A festa, porém, teve uma ausência importante. Mãe de Éderson, Edilene Lourenço não assistiu à partida nem concedeu entrevista ao Notícias Campo Grande. Adventista do Sétimo Dia, ela respeita o período religioso entre o pôr do sol de sexta e o pôr do sol de sábado. Enquanto vibrava a cada lance do volante, ela se afastava da transmissão de familiares.
A emoção tomou conta da casa quando o técnico Carlo Ancelotti chamou Éderson para entrar em campo aos 35 minutos do segundo tempo. Convocado de última hora para substituir Wesley, cortado por lesão, o sul-mato-grossense disputou seus primeiros minutos em uma Copa do Mundo poucos dias após deixar as férias em Campo Grande para se apresentar à Seleção Brasileira nos Estados Unidos.
Entre os pais, uma das mais animadas era a irmã do jogador, Luiza Victoria dos Santos Cruz, de 9 anos. Ela contou que sempre acreditou que veria o irmão vestir a camisa da Seleção em uma Copa do Mundo.
“Eu imaginei ele lá e fiquei muito orgulhoso. Também fiquei feliz porque o Brasil ganhou”, afirmou.
A menina revelou que a expectativa da família incluía até um presente especial. Segundo ela, a mãe havia pedido um gol de Éderson como presente de aniversário. O gol não saiu, mas a estreia já foi suficiente para emocionar os familiares.
“Só de ele já entrar é como ganhar uma Copa do Mundo”, resumiu.
Quem também viveu cada minuto com ansiedade foi a avó, Edite dos Santos, de 73 anos. Ela contornou que aguardava a entrada do neto desde o início da partida.
“Meu coração estava apertado. Quando falei o nome dele e eu vi ele entrando, fiquei muito emocionado”, disse.
Minha avó admite que nunca imaginou presenciar o neto atuando em uma Copa do Mundo. “Não imaginava. Hoje estou cheio de orgulho”, declarou.
O tio Ivanez Gonçalves Moreira, de 51 anos, afirmou que a estreia representa a realização de um sonho construído ao longo de muitos anos.
“O coração bateu forte hoje. Todo mundo vibrou junto, parentes e amigos. A gente sempre teve esperança de ver ele chegar à Seleção, mas viver isso é difícil até de acreditar”, comentou.
A tia Rose Ilda Cândido, chamada de Nana pela família, destacou o orgulho de ver Éderson representando Mato Grosso do Sul e carregando as origens indígenas da família.
“É emoção muita. A gente tem muito orgulho dele. Ele também carrega o sangue tereno da nossa família”, afirmou.
A comemoração quase ganhou um capítulo ainda mais especial. Poucos minutos depois de entrar, Éderson participou de uma jogada que levou perigo ao gol haitiano. Já nos minutos finais, apareceu livre na área após classificações de Gabriel Martinelli, mas finalizou para fora.
O lance arrancou gritos e suspiros dos familiares, que imaginaram um roteiro perfeito para a estreia.
“Quase saiu o gol. Ia fechar tudo com chave de ouro”, comentou a tia.
Entenda – Convocado no último dia 7 para substituir Wesley, cortado da Copa por lesão muscular, Éderson saiu de férias em Campo Grande, embarcou para os Estados Unidos e foi apresentado à delegação brasileira em Nova Jersey.
