Homem morre em confronto com o Choque no Rio Brilhante
4 mins read

Homem morre em confronto com o Choque no Rio Brilhante

Ocorrência segue em andamento na manhã deste sábado, no bairro Manoel das Neves

Homem morre no hospital após ser baleado por policiais do Choque
As Viaturas do Batalhão de Choque permaneceram em frente ao imóvel onde ocorreu o confronto (Foto: Rio Brilhante em Tempo Real)

João Vitor de Souza Rolon, 20 anos, conhecido como “Blindado”, morreu na manhã deste sábado (27) após confronto com policiais do Batalhão de Choque, no Rio Brilhante, a 161 quilômetros de Campo Grande. A ocorrência ainda está em andamento.

Um homem identificado como João Vitor morreu neste sábado (27) após confronto com policiais do Batalhão de Choque em Rio Brilhante, a 161 km de Campo Grande. Com o caso, Mato Grosso do Sul chega a 64 mortes em confrontos com forças de segurança em 2026. Na véspera, em Jardim, o servo Claudemar Lemes Gonçalves, de 31 anos, também morreu após ser baleado pela Polícia Militar durante abordagem por suspeitas de importunação sexual contra uma criança.

O caso aconteceu na Rua Dr. Boaventura, no Bairro Manoel das Neves. João Vitor foi atingido por tiros e socorrido ao pronto-socorro do Hospital e Maternidade Associação Beneficente de Rio Brilhante, mas não resistiu.

João Vitor deu entrada na unidade de saúde às 10h30, pouco tempo depois de ser baleado. Enquanto uma equipe transferia o homem para atendimento médico, outros policiais encontrados no endereço onde ocorreu o confronto.

Conforme apurado pela reportagem, os policiais receberam uma denúncia anônima de que João Vitor pretendia receber um revólver calibre .38 em sua residência.

Diante da informação, a equipe se deslocou até o endereço informado, onde viu o jovem no portão da casa. Foi dada voz de abordagem, momento em que, segundo a versão policial, ele sacou uma arma de fogo e a indicada na direção da equipe.

Diante da situação, o comandante da equipe efetuou três disparos com o objetivo de cessar a ameaça. Após a ação, foi solicitado apoio da equipe policial do Rio Brilhante para preservar o local dos fatos.

Na sequência, a equipe do Batalhão de Choque levou João Vitor ao hospital para atendimento médico.

Com este caso, Mato Grosso do Sul chega a 64 mortes em confrontos com forças de segurança neste ano. Levantamento do Notícias Campo Grande contabilização de 58 ocorrências desse tipo em 2026.

O caso mais recente antes do registrado em Rio Brilhante ocorreu nesta sexta-feira (26), em Jardim. O servidor de pedreiro Claudemar Lemes Gonçalves, de 31 anos, morreu após ser baleado durante uma ação da Polícia Militar.

Segundo a corporação, a equipe tentou abordar Claudemar após denúncia de que ele teria importunado sexualmente uma criança de 7 anos. A mãe da vítima relatou à polícia que a filha estava em frente de casa, mexendo no celular, quando um homem conhecido pelo apelido de “Kal” teria passado as mãos nas partes íntimas da criança.

Com as características do suspeito e a informação sobre o endereço dele, as equipes da Força Tática foram até a residência. De acordo com a versão registrada pela Polícia Militar, Claudemar chegou ao imóvel durante a aproximação da viatura, desobedeceu à ordem de parada e correu para dentro da casa.

Ainda conforme os policiais, a equipe entrou no imóvel e encontrou o homem escondido atrás de uma porta. A corporação afirma que ele saiu dirigindo um revólver em direção aos militares. Um policial atirou duas vezes com arma longa.

Claudemar ainda apresentou sinais externos e foi levado pelos próprios policiais ao Hospital Marechal Rondon, mas morreu após dar entrada na unidade.

No local, uma perícia da Polícia Civil apreendeu um revólver calibre .22 com numeração raspada e cinco munições intactas. A arma usada pelo policial também foi recolhida para exame pericial.

A Polícia Civil registrou a ocorrência como importação contra vulnerável, posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e morte decorrente de intervenção de agente do Estado. A criança recebeu atendimento médico e acompanhamento psicossocial em uma unidade de saúde do município e, depois dos procedimentos, ficou aos cuidados de familiares.

Source link

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *