No G7, presidente brasileiro pede respeito à soberania na luta global contra o crime
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No G7, presidente brasileiro pede respeito à soberania na luta global contra o crime

São Paulo [Brazil]17 de junho (ANI): O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, pediu na terça-feira uma resposta global coordenada ao crime organizado que respeite a soberania nacional, ao mesmo tempo que instou os líderes mundiais a abordarem o aumento da desigualdade e a reformarem as estruturas de desenvolvimento internacional durante uma reunião ampliada do G7 em Evian, França.

Falando durante a sessão intitulada “Estabelecendo Novas Parcerias e Reconstruindo a Solidariedade Internacional”, Lula disse que a luta contra crimes transnacionais, como o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro e o contrabando de armas, deve estar ligada à agenda mais ampla de desenvolvimento global. Argumentou que o crime organizado drena recursos que deveriam ser investidos em serviços essenciais, incluindo educação, saúde e infra-estruturas.

Lula saudou a Declaração dos Líderes do G7 sobre o Combate ao Tráfico de Drogas, mas enfatizou que os crimes relacionados ao narcotráfico não podem ser abordados isoladamente. “Mas a luta contra o tráfico de drogas não pode ser separada de outras atividades ilegais, como a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas”, afirmou. O líder brasileiro também destacou a importância da cooperação internacional e de instituições como a INTERPOL no rastreamento de redes criminosas e bens ilícitos, conforme relatado pelo Brasil 247.

O presidente utilizou a plataforma para criticar o crescente protecionismo e o unilateralismo, alertando que tais abordagens não conseguem enfrentar os complexos desafios globais. Ele argumentou que a desigualdade económica entre nações desenvolvidas e em desenvolvimento continua a aumentar e disse que o mundo está a afastar-se dos objectivos delineados na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Lula observou que são necessários cerca de 4 biliões de dólares anuais para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável e apelou à expansão do financiamento climático para pelo menos 1,3 biliões de dólares. Ele também apontou o declínio da ajuda internacional, citando reduções no financiamento para organizações como o Programa Alimentar Mundial, a Organização Mundial da Saúde e a UNICEF.

Destacando as iniciativas do Brasil, incluindo o Fundo Florestas Tropicais para Sempre e a Aliança Global Contra a Fome, Lula defendeu maior acesso à inteligência artificial e tecnologias avançadas para os países em desenvolvimento. Ele também argumentou que as nações ricas em minerais essenciais deveriam beneficiar da industrialização, da transferência de tecnologia e da produção de valor acrescentado, em vez de permanecerem fornecedores de matérias-primas. (ANI)

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