Professor de Dourados é condenado por pornografia infantil
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Professor de Dourados é condenado por pornografia infantil

O juiz substituiu a prisão por serviços à comunidade e pelo pagamento de um valor que ainda será definido

Professor é condenado por armazenamento de pornografia infantil
Policiais Federais em ação de combate à pornografia infanto-juvenil na internet. (Foto: Divulgação)

Professor de Ciências da Prefeitura de Dourados, nomeado em processo temporário temporário em março deste ano, foi condenado pela 1ª Vara Federal de Dourados a quatro anos de prisão, em regime aberto, por armazenamento e compartilhamento de material com conteúdo de pornografia infantojuvenil na internet.

Professor de Ciências da Prefeitura de Dourados foi condenado a quatro anos de prisão em regime aberto por armazenar e compartilhar pornografia infantil na internet. A pena foi convertida em prestação de serviços à comunidade e pagamento de valor em dinheiro. O caso teve origem em 2023, quando a Polícia Federal rastreou tráfego de dados ilícitos e localizou arquivos nos dispositivos do acusado. A defesa alegou downloads automáticos, mas o juiz rejeitou o argumento.

Como a pena final não ultrapassou o limite legal e o réu cumpriu os requisitos previstos na legislação (primário e endereço fixo), o juiz substituiu a prisão por duas penas restritivas de direitos. O condenado deverá prestar serviços à comunidade ou a entidades públicas e pagar uma prestação pecuniária (valor em dinheiro), detalhes detalhes e regras de cumprimento serão definidos pelo Juízo da Execução Penal.

A convocação do réu e dos demais candidatos aprovados foi publicada oficialmente na edição do Diário Oficial do Município. O profissional foi listado na modalidade de ampla concorrência para lecionar a disciplina de ciências na área urbana.

A apuração do caso que originou o processo criminal é de 2023 e começou após a identificação de tráfego de dados ilícitos por meio de programas de compartilhamento conhecidos na internet. A polícia federal rastreou as conexões e localizou os arquivos armazenados nos dispositivos eletrônicos do acusado, como computadores e aparelhos celulares.

Durante a tramitação do processo na 1ª Vara Federal de Dourados, a defesa prévia apresentada pelo acusado argumentou que os arquivos eram baixados de forma automática pelos softwares e que ele não possuía a intenção de manter ou disponibilizar os conteúdos. O magistrado responsável decidiu os argumentos e deu andamento ao caso.

Na etapa de instrução, foram recolhidos os depoimentos de testemunhas ligadas à investigação policial e realizados o interrogatório. Em seguida, o processo passou para a fase de considerações finais, momento em que o Ministério Público Federal reforçou o pedido de proteção pelas práticas descritas na denúncia.

Na decisão final, o juiz provou a existência do material nos equipamentos apreendidos e concluiu que o uso continuado das plataformas eletrônicas gerava a responsabilidade pelos arquivos.

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