Sesau abre seleção para 40 bolsistas no PET-Saúde Clima
Programa reúne Sesau e universidades em projetos voltados para calor, doenças ambientais e vulnerabilidade
A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) abriu seleção interna para escolher 40 servidores que atuarão em projetos voltados aos impactos das mudanças climáticas na saúde da população de Campo Grande. Os selecionados recebem bolsa mensal de R$ 1,1 mil, paga pelo Ministério da Saúde, para trabalhar como preceptores no PET-Saúde: Clima.
A Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande abriu seleção para 40 servidores atuarem como preceptores no PET-Saúde Clima, programa voltado aos impactos das mudanças climáticas na saúde pública. Os selecionados recebem bolsa mensal de R$ 1,1 mil, paga pelo Ministério da Saúde. As inscrições são gratuitas e vão até 25 de junho, com início das atividades previstas para julho.
O programa tenta se aproximar da rotina das unidades de saúde da formação de estudantes e da produção de soluções para problemas que já aparecem no dia a dia da cidade: calor extremo, doenças transmitidas ou agravadas por questões ambientais, desigualdade entre territórios, vulnerabilidade urbana, reciclagem, vigilância em e emergências climáticas.
Esses servidores selecionados vão orientar estudantes dentro da rede municipal, acompanhar atividades em unidades e serviços de saúdeparticipar do planejamento das ações, ajudar em pesquisas, relatórios, reuniões e atividades de educação permanente. A ideia é que o aprendizado não fique preso à sala de aula e que os projetos sejam desenvolvidos a partir dos problemas reais enfrentados pela população.
As vagas ligadas a projetos de quatro instituições de ensino: UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), UCDB (Universidade Católica Dom Bosco) e Unigran Capital. Entre os temas aprovados estão vulnerabilidades urbanas, leishmaniose, saúde ambiental, reciclagem, integração entre serviços e comunidade, equidade em saúde e resposta a emergências climáticas.
O edital mostra que as atividades poderão ocorrer em unidades como USF (Unidade de Saúde da Família) Parque do Sol, USF Dom Antônio, USF Azaleia, USF Vila Nasser, USF Marabá, USF Estrela Dalva, Gerência de Controle de Zoonoses, Vigilância em Saúde e sedes de distritos sanitários. Ou seja, o programa passa por diferentes regiões da cidade, o que é importante porque os efeitos do clima não atingem todos os bairros da mesma forma.
Podem participar servidores efetivos, comissionados e contratados temporariamente vinculados à Sesau. Para concorrer, é preciso ter formação superior na área predominantemente pela vaga, registro profissional quando necessário, vínculo ativo com a secretaria, solicitação da chefia imediata e disponibilidade mínima de 8 horas semanais para as atividades do programa.
A bolsa prevista é de R$ 1.100 por mês, mas o edital deixa claro que a aprovação na seleção não garante pagamento automático. O repasse depende da disponibilidade orçamentária, validação no SIGPET-Saúderegularidade dos dados do servidor, cumprimento da carga horária, frequência, entregas e atesto mensal.
Também não se trata de reajuste salarial. A bolsa tem caráter de incentivo educacional, não se incorpora à remuneração, não cria vínculo empregatício e não gera direito a hora extra, banco de horas ou compensação funcional pelas atividades realizadas fora da jornada regular.
O processo seletivo terá análise documental e avaliação curricular. Serão considerados critérios como titulação acadêmica, experiência no SUSatuação em preceptoria, docência, educação permanente, participação em projetos de integração ensino-serviço e experiência em temas como equidade, território, vigilância, saúde ambientais e determinantes socioambientais.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pela internet até às 23h59 de quinta-feira (25). O resultado final está previsto para 6 de julho, e o início das atividades deverá ocorrer ainda em julho, em dados a serem informados.
