STF forma maioria para liberar penduricalhos retroativos
Com o voto do ministro Luiz Fux durante julgamento virtual neste sábado (27), o STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para liberar o pagamento de penduricalhos retroativos a juízes, procuradores e promotores do Ministério Público.
O STF formou maioria para liberar o pagamento de penduricalhos retroativos a juízes, procuradores e promotores. Com o voto do ministro Luiz Fux, o cartaz chegou a 5 a 0. A proposta limita os benefícios a 35% do teto do funcionalismo, hoje em R$ 46,3 mil, o que permitiria pagamentos de até R$ 62,5 mil mensais. Fux defendeu que os direitos já adquiridos não devem ter teto. O julgamento virtual segue até terça-feira (30).
A proposta é que o pagamento das indenizações respeite um limite de 35% do teto do funcionalismo público. Em seu voto, Fux, entretanto, defendeu que não deve haver teto para o pagamento de direitos já adquiridos, como férias e licenças não aproveitadas, argumentando que os componentes devem ser integrais.
Os votos anteriores foram proferidos pelos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Flávio Dino. Desta forma, o placar está em 5 votos a 0 pela liberação. O julgamento virtual segue até próxima terça-feira (30).
Os penduricalhos são benefícios a servidores públicos e que, somados ao salário, ultrapassaram as remunerações máximas definidas constitucionalmente, hoje de R$ 46,3 mil.
Dessa forma, juízes, promotores e procuradores poderão ganhar pelo menos R$ 62,5 mil mensais, somando o teto e R$ 16,2 mil em penduricalhos.
