Veado-catingueiro passouia na Afonso Pena e virou hit em CG
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Veado-catingueiro passouia na Afonso Pena e virou hit em CG

Animal deve ter saído de mata para explorar manhã de domingo no Parque dos Poderes, explica veterinária

O que era para ser apenas um passeio dominical virou um dos assuntos mais comentados do fim de semana em Campo Grande. Publicada às 11h12 deste domingo (21), uma matéria sobre o jovem veado que resolveu “caminhar” pela Avenida Afonso Pena segue firme no topo das “Mais Lidas” no Notícias Campo Grande até a publicação deste texto. O bichinho chamou mais atenção nesta segunda-feira (22) do que política, futebol e previsão do tempo.

Um veado-catingueiro de quase 1 ano viralizou após ser flagrado caminhando pela Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, neste domingo (21). A veterinária Aline Duarte, do Cras, concorda com o animal como morador do Parque dos Poderes que se aventura além dos limites da área verde. A espécie se adapta bem a ambientes urbanos, mas enfrenta riscos de atropelamento na região.

Diante do sucesso do novo influenciador da fauna sul-mato-grossense, a reportagem foi atrás de uma resposta que intrigava os leitores: afinal, de onde saiu o ilustre visitante?

A investigação levou até a médica veterinária e gestora do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), Aline Duarte. Segundo ela, o animal não era morador do abrigo. Na verdade, tudo indica que o jovem aventureiro já vivia na região do Parque dos Poderes. “Tem alguns ali. Ele é filhote, provavelmente foi explorar, mas, por segurança, voltou para a mata”, explicou ao ver as imagens.

De acordo com Aline, o animal tem quase 1 ano de idade. A informação derrubou a possibilidade de que ele estivesse perdido da mãe. “Eles desmamam aos 4 meses”, afirmou a veterinária.

Ou seja, trata-se de um jovem adulto capaz de circular sozinho, mas a independência acabou indo muito longe. Acostumado à presença de pessoas para viver próximo ao parque, o veado provavelmente não percebeu que estava ultrapassando os limites do “condomínio ecológico” e entrando no trânsito urbano. “Por morar no parque, deve ter se habituado à presença de pessoas, mas se mudou demais”, acrescenta Aline.

Embora o flagrante tenha sido abordado por muita gente, a presença desses animais na região não é exatamente uma novidade. Aline conta que já inspirou outros exemplares por lá em diferentes graças. “Eu sei que tem ali no parque, mas a quantidade não sei se alguma vez foi contada”.

Nem todos os encontros terminaram tão bem quanto o deste domingo. A veterinária lembra que já viu animais atropelados na região, um risco constante para espécies que vivem próximas às áreas urbanizadas.

O protagonista da história foi identificado como um veado-catingueiro, também conhecido como veado-mateiro. Diferentemente do famoso veado-campeiro do Pantanalele prefere áreas de mata fechada, com vegetação baixa, e possui uma característica que ajuda a explicar sua aparência: adapta-se muito bem a ambientes modificados pelo ser humano.

A espécie pesa entre 11 e 25 quilos, tem hábitos geralmente solitários e diurnos e se alimenta de frutos e folhas.

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