Feto assassinado por asfixia em Pedro Juan Caballero
Caso ocorreu no dia 11 e, inicialmente, houve suspeitas de aborto, mas laudo relatado morte violenta
A Polícia Nacional e o Ministério Público do Paraguai investigam o assassinato de um feto, de 37 a 38 semanas de gestação, levado morto para o hospital, no dia 11 deste mês. O caso ocorreu em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã, a 313 km de Campo Grande.
Feto de 37 semanas foi assassinado por asfixia em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, cidade vizinha a Ponta Porã. O laudo do IML de Assunção revelou que o bebê, de 3.580 gramas, apresentava manchas roxas nos lábios, marcas de sangramento e escoriações no pescoço. A mãe, de 30 anos, alegou desconhecer a gravidez. A promotora Kátia Uemura investiga o caso após exames comprovarem que o recém-nascido respirou após o nascimento.
Inicialmente, a suspeita foi de um aborto espontâneo, mas a promotora de Justiça Kátia Uemura realizou exames mais detalhados no IML (Instituto Médico Legal) da capital Assunção. Nesta segunda-feira (29), ela recebeu o laudo dos médicos forenses apontando que a morte foi causada por asfixia.
Em entrevista à rádio Urundey FM, Kátia Uemura informou que o relatório oficial, assinado pelos legistas Pablo Lemir e Liliana González, revelou que o feto masculino pesava 3.580 gramas e apresentava sinais de sufocamento.
Segundo a promotora, a inspeção corporal detecta manchas roxas nos lábios e unhas e marcas de sangramento no nariz e na boca. Também foram encontradas escoriações nos dois lados do pescoço. Os exames também revelaram que havia ar nos pulmões, demonstrando cientificamente que o recém-nascido respirava após o nascimento.
De acordo com Kátia Uemura, no dia 11 de junho, a mãe, uma mulher de 30 anos, procurou o centro médico Juan Pablo II, no Bairro Obrero, com dores estomacais. Enquanto estava no banheiro, ela deu à luz ao bebê.
A mulher e o feto foram levados para o Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, onde um médico plantonista constatou o óbito. A mãe alegou que até o momento do parto não sabia que estava grávida. Entretanto, o laudo dos legistas descartou a morte natural dentro do útero.
